<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879</id><updated>2011-08-14T10:37:43.187-07:00</updated><category term='bob nelson caubói velho hq história em quadrinhos arte sequencial roteiro funcionário público'/><title type='text'>Internal Affairs</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-2005512971339742400</id><published>2010-11-13T11:57:00.001-08:00</published><updated>2010-11-13T12:05:04.042-08:00</updated><title type='text'>375 dias com ela</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/TN7unDShNJI/AAAAAAAAAHw/7zgf2iJ-EvE/s1600/IMG_1977.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 229px; height: 153px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/TN7unDShNJI/AAAAAAAAAHw/7zgf2iJ-EvE/s200/IMG_1977.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539126946377577618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há exatamente um ano atrás, eu estava em uma festa da Escola de Comunicação da Usp, na minha primeira viagem pra São Paulo, com as pernas tremendo e bebendo horrores pra criar coragem pra beijar aquela menina branquinha, alta e quase loira que não tinha conseguido me fazer dançar na noite em que cheguei em sampa. Eu tomei o último gole da lata de cerveja e pensei: "É agora ou nunca!" Fui até a garota linda que dançava no meio da multidão e atirei a cantada que nós lembramos e rimos até hoje: - "Eu não sei dançar, mas eu posso fazer outras coisas com você". E ela responde aquele "o quê?" já fechando os olhos e inclinando o rosto na minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, em uma cidade beeem longe da minha casa e no meio de uma multidão da qual eu tenho certeza que não faço parte até hoje, eu me senti bem. Senti algo que não sentia há anos: a vontade de poder. A vontade de poder ficar com ela, e de poder me mudar pra uma cidade nova e tentar coisas novas. Foi naquele beijo que eu senti a vontade de fazer tudo o que eu venho fazendo até hoje e que me levou a ficar um ano com aquela menina linda e cheia de vida que eu amo tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, várias coisas aconteceram no meio, inclusive não foi bem aí que começamos o namoro. Mas se alguém tivesse visto agente andando de mãos dadas pela Usp, falando sobre antigos relacionamentos e música e filmes, saberia que aquilo ia se transformar em algo grande. E logo eu, que era avesso a relacionamentos a distância e ela que tinha acabado de sair de um desastroso, começamos algo que tinha tudo pra dar errado mas que deu tão certo que mudou a minha vida, a dela e a de alguns amigos pra sempre. Porque todos vão lembrar como eu era antes dela e como eu fiquei depois, mesmo que eu fique com ela ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 meses depois do beijo, dos passeios no Masp e do banco do Trianon, lá estava eu de mala e cuia em são paulo pra me hospedar na casa dela, e conhecendo a mãe dela e indo fazer compras com ela e me divertindo muito com ela. Tudo com ela, até hoje. Isso significa muito pra mim, um cara que não conseguia nem se comprometer com um quebra-cabeça de 30 peças, gostei tanto dela que farei mais e melhor quando agente se encontrar e o nosso relacionamento começar de verdade. Porque ele ainda nem começou, nós temos tanta coisa a fazer e descobrir um no outro... quem sabe quando os 500 dias com ela deixarem de ser apenas o nome do filme que ela recomendou quando a conheci e que me fez apaixonar de vez por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbara Messas Marchi, você é a minha Summer que deu certo, vc é a minha princesa Leia, vc é a minha Ramona Flowers, e eu te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu namorado, Marcus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-2005512971339742400?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/2005512971339742400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=2005512971339742400&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/2005512971339742400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/2005512971339742400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2010/11/375-dias-com-ela.html' title='375 dias com ela'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/TN7unDShNJI/AAAAAAAAAHw/7zgf2iJ-EvE/s72-c/IMG_1977.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-3434491785912560158</id><published>2009-11-28T11:48:00.001-08:00</published><updated>2009-12-01T11:02:30.323-08:00</updated><title type='text'>Resenha Clube dos Quadrinheiros de Manaus: As melhores histórias.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/SxGKQXNc4LI/AAAAAAAAAG0/ZdsQ3qRlY4k/s1600/cqm.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/SxGKQXNc4LI/AAAAAAAAAG0/ZdsQ3qRlY4k/s320/cqm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409256641161650354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de 90, na esturricante capital amazonense, houve um grupo de amigos que se juntaram ao redor de um gosto comum: as histórias em quadrinhos. No começo publicando fanzines com histórias simples e bem desenhadas, logo começaram a amadurecer em sua vida e arte e produziram um grande acervo de material artístico de primeira linha. O livro "Clube dos Quadrinheiros: As melhores Histórias", editado pela editora Valer e pela Edua (Editora da Universidade do Amazonas) juntou algumas da melhores histórias que este grupo de jovens apaixonados pela arte sequencial produziu ao longo destes anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um pouco de História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência com o clube começou através do fanzine Hipercomix, que satirizava as clássicas series de desenhos japoneses que eu tanto apreciava na infância (cavaleiros, yuyu hakusho etc). Com originalidade e humor, João Vicente e Jucylande jr ironizavam os costumes orientais daquelas séries que tanto pareciam alienígenas a nós e que marcaram o começo da minha adolescência. O Hipercomix tinha tanta qualidade que foi publicado nacionalmente, por iniciativa dos editores da revista Animax, ótima publicação de nicho da época. E o Hyper era só uma faceta do grupo, que publicava suas histórias principalmente através do fanzine Franca Zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://loucoporgibis.com.br/loja/images/hypercomix-11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 379px;" src="http://loucoporgibis.com.br/loja/images/hypercomix-11.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                     &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Toguro: Usarei Somente 24% da minha força. Yusuke: UI!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clube dos quadrinheiros não apenas reunia amantes dos quadrinhos. Entre as técnicas de desenho, arte final e roteiro normalmente compartilhados no grupo, teorias de pensamento, romances clássicos e experiência de vida eram trocados entre os integrantes, germinando a criatividade e iniciativa artística em autores que hoje participam das mais variadas rodas culturais de Manaus e de fora, tais como: Rogério Romahs, Daniel Dante, Adriano Furtado, João Vicente, Túlius Flávius Fabrícius e João Castilho. O clube dos quadrinheiros promovia reuniões anuais que trouxeram grandes figuras da HQ nacional, como por exemplo: Laerte (Piratas do Tietê), Lourenço Mutarelli(O cheiro do Ralo), Adão Iturrusgarrai (Aline) e Ota (o emblemático editor da Mad Brasil). Eu fiquei sabendo dessas reuniões pela Professora Conceição Derzi, figura amada/odiada do curso de comunicação da Universidade Federal do Amazonas e que ajudou a organizar alguns destes encontros. Ela apóia os quadrinhos até hoje, tentanto trazer autores atuais como Allan Sieber (vida de estagiário) e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atividade alternativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer algo não muito digno de nota, um clube de amantes dos quadrinhos visto por pessoas de fora, mas em Manaus, uma cidade provinciana que dá &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pouco ou nenhum apoio&lt;/span&gt; a seus artistas locais e iniciativas artísticas originais (vide Amazonas Film Festival, evento torrador do dinheiro público que promove a duros custos a masturbação pública de atores Globais em tapetes vermelhos), a atividade de ser autor de revistas em quadrinhos é considerada vagabundagem da maior espécie. Numa cidade onde ser cabeludo é sinônimo de ser maconheiro, declarar seu amor por histórias em quadrinhos underground é assinar um atestado de pária. Foi preciso coragem e amor à atividade para que os quadrinheiros, como se designavam os integrantes do grupo, chegassem aonde chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, pessoas sensatas como Tenório Telles, editor da Valer (se você não gosta da figura, isso independe na discussão) resolveram dar um espaço à arte que foi produzida por estes autores ao longo dos anos. Selecionou as melhores histórias e as editou profissionalmente em um livro que se configura como novela gráfica, tamanha a maturidade dos temas e empenho nas técnicas artísticas. No compêndio, pode-se acompanhar relatos intimistas de suicidas adolescentes, o drama de um vira-lata ao lutar pelo lixo que come todo dia e até mesmo a história de amor entre um poste que pensa que é um trovador e uma borboleta que pensa que é uma prostituta. A história que mais me marcou foi a de um jornalista que é linchado casualmente até que se torne um bolo de carne irreconhecível por pessoas com blusas onde se lê: "Deus é Amor", "Sou da Paz" e "Jesus te ama".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leitura Recomendada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O minha única tristeza em relação a essa publicação é que talvez a editora não tenha alcançe nacional, pois testemunhar o nível de dedicação que estes autores demonstram no compêndio deveria ser privilégio de todas as regiões do Brasil. Leitura mais do que recomendada a todos e obrigatória a quem mora em Manaus e se interessa pelo universo da arte sequencial. Parabéns ao CQM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você pode adquirir o livro por encomenda pela Editora Valer, que fica na Rua Ramos Ferreira, próximo ao Sheik Club, Centro, Manaus. Esta postagem é de maneira alguma patrocinada pela Editora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter da editora: http://twitter.com/editoravaler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site: http://www.livrariavaler.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos ao Bruno Izidro, que me emprestou o livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-3434491785912560158?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/3434491785912560158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=3434491785912560158&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/3434491785912560158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/3434491785912560158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2009/11/resenha-clube-dos-quadrinheiros-de.html' title='Resenha Clube dos Quadrinheiros de Manaus: As melhores histórias.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/SxGKQXNc4LI/AAAAAAAAAG0/ZdsQ3qRlY4k/s72-c/cqm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-6066263619506457785</id><published>2009-09-06T12:49:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T12:51:24.705-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bob nelson caubói velho hq história em quadrinhos arte sequencial roteiro funcionário público'/><title type='text'>A Morte de Bob Nelson</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Nos balões, lê-se a história de um velho caubói chamado Bob Nelson, que era o verdadeiro herói do sertão. Ele enfrentava cangaceiros, os grandes vilões da sua história, e tinha salvado várias cidadezinhas do nordeste das garras do temível Lampião, seu maior arquiinimigo. Mas a época de aventuras de Bob havia passado, e agora ele era só um velho caubói bêbado que não tinha mais utilidade na sociedade moderna, onde os grandes fazendeiros substituíram o lampião e eles que tomavam as terras dos pobres. Velho, cansado e desiludido, o velho caubói resolve subir uma serra sozinho e morrer lá em cima, longe dos olhos das pessoas que protegera toda sua vida. Bob chega ao topo da serra, olha para a paisagem árida que habitara, senta numa pedra próxima, puxa seu inseparável revolver e coloca o cano na sua boca. É agora, pensa ele: o fim de Bob Nelson, o maior caubói brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena corta para o trabalho do velho que estava desenhando a história. Ele está no horário de almoço da repartição pública onde trabalha sentado numa mesa acompanhado somente de um jovem estagiário. O estagiário pergunta:&lt;br /&gt;- Você vai mesmo matar o Bob Nelson? Você sabe o quão importante ele é para indústria de quadrinhos brasileira?&lt;br /&gt;Ao que o velho responde: - Você só diz isso porque é um colecionador de revistas antigas. As pessoas hoje em dia não querem saber de histórias sobre um caubói velho que luta contra cangaceiros.&lt;br /&gt;- Não é isso, reponde o garoto, existem milhões de fatores que tornam a revista do bob relevante. Você inaugurou um estilo de narrativa que só foi reconhecido quando os italianos começaram a escrever historias em quadrinhos de caubóis e...&lt;br /&gt;- Mas a revista não vende mais... É praticamente um zumbi. Só sobrevive da amizade que eu tenho com o editor, ele praticamente paga as impressões do bolso dele agora.&lt;br /&gt;- Humm. Eu poderia comprar mais edições e...&lt;br /&gt;- Com seu salário de bolsista? Ha, duvido muito.&lt;br /&gt;- É. Mas pelo menos nós podemos dar um final digno ao velho caubói. Ele tem que morrer num embate épico, não subindo uma montanha e dando um tiro na boca.&lt;br /&gt;- Você sabia que quando as águias estão velhas elas voam para a montanha mais alta, arrancam todas as penas da asa e quebram o bico numa pedra?&lt;br /&gt;- Sério? E elas morrem?&lt;br /&gt;- Não. As penas nascem de novo e o bico fica com uma rachadura.&lt;br /&gt;- Que bizarro.&lt;br /&gt;- Muito.&lt;br /&gt;- Bom, o Bob Nelson não é uma águia.&lt;br /&gt;- Você tem razão. Eu acho que nem existem águias no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do velho é Rodolfo e do bolsista é Jander.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo vai encontrar seu editor. Ele entra numa gráfica de péssima aparência e fala com outro velho. O editor é Mário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, Mário, eu resolvi matar o Bob mesmo.&lt;br /&gt;- Wow. Achei que eu morreria antes do caubói.&lt;br /&gt;- O tempo dele já passou. Não tem porque ele continuar vivo.&lt;br /&gt;- Você já pensou em lançar outra revista?&lt;br /&gt;- Já, mas é impossível. Não existe uma indústria de quadrinhos no Brasil, eu tenho que fazer tudo, escrever, desenhar a história e a arte final. Dá muito trabalho. Além disso, eu não tenho mais criatividade nem vontade pra escrever outra história. Acho que eu só sei escrever sobre o Bob.&lt;br /&gt;- Que pena. Parece até que um velho amigo está morrendo. Sempre fomos nós três. Eu, você e o Bob. Mas como eu que estava pagando pela sobrevivência dele, acho que é bom que ele vá. Uma boca a menos pra eu alimentar. Como ele vai morrer?&lt;br /&gt;- Ele se mata.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Suicídio. Simples.&lt;br /&gt;- Não pode, Rodolfo. A nossa editora vende pra crianças. Isso é muito pesado.&lt;br /&gt;- Como assim? Quer dizer que ele meter uma bala no olho da Maria Bonita pode, mas ele se matar não pode?&lt;br /&gt;- É diferente.&lt;br /&gt;- Ele já atirou no olho de uma mulher!&lt;br /&gt;- Mas ela era bandida. Suicídio é muito pesado, não vou permitir.&lt;br /&gt;- Merda, ta certo, vou tentar me virar de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo no trabalho. Seu chefe aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê a planilha que eu te pedi no começo da semana?&lt;br /&gt;- Ah, eu ainda não tive tempo de terminar.&lt;br /&gt;- Olha aqui, só porque você é um funcionário público não quer dizer que pode enrolar o quanto quiser. Você está sendo pago pra trabalhar, não pra ficar escrevendo essas histórias em quadrinhos idiotas.&lt;br /&gt;- Cara. Eu sou funcionário público há mais de 40 anos. Eu POSSO enrolar o quanto eu quiser. Agora vá ver se eu to na esquina.&lt;br /&gt;- Isso vai direto para o seu relatório, espertinho.&lt;br /&gt;- Tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo tomando água. Chega Sérgio, típico funcionário público brasileiro, bebe muito, trabalha pouco e conversa muito mais do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, Rodolfo. Ainda escrevendo aquelas revistinhas?&lt;br /&gt;- Sim. Mas não por muito tempo.&lt;br /&gt;- Sério? Não to acreditando. Por que isso?&lt;br /&gt;- Porque eu vou me suicidar, DIGO, o personagem da minha historinha vai se suicidar, e a revista vai... Ah, esquece, você não entenderia mesmo. Porque não vai ouvir Zeca Pagodinho no seu setor?&lt;br /&gt;- Se tocasse Zeca ainda era bom, mas nem isso mais. Agora só essas merdas de Victor e Léo e Bruno e Marrone e não sei o que. É Rô, a nossa época já era, ninguém gosta mais do que agente gosta.&lt;br /&gt;- Pelo menos uma coisa você acertou agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo volta pra casa, de ônibus, pensando num jeito mais digno de se matar, digo, matar seu personagem.&lt;br /&gt;CONTINUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-6066263619506457785?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/6066263619506457785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=6066263619506457785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/6066263619506457785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/6066263619506457785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2009/09/morte-de-bob-nelson.html' title='A Morte de Bob Nelson'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-7881883153996490205</id><published>2007-12-25T21:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T08:51:00.742-08:00</updated><title type='text'>Crítica Cinematográfica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/R3HnXMsiQoI/AAAAAAAAAEI/kyhArBD8Puw/s1600-h/jenipapo_fruto5_guillermo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/R3HnXMsiQoI/AAAAAAAAAEI/kyhArBD8Puw/s320/jenipapo_fruto5_guillermo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148150234792215170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Jenipapo (The Interview, Int.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;“Não fui eu quem deu a entrevista, mas alguém que me conhecia muito bem, e falava com minhas palavras.”&lt;/i&gt; – Padre Stephen Louis&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Jenipapo trata da obsessão de um jornalista norte-americano com base em um jornal brasileiro para conseguir uma entrevista com um padre que luta pelos direitos de pessoas prejudicadas pelos grandes donos de terra do interior do país. Ao ver que o padre não lhe concederia a entrevista, o americano forja uma matéria falsa que é publicada resultando na morte do sacerdote.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O filme, apesar de seu roteiro inclinado ao suspense, fala na verdade sobre o psicológico de Michael Coleman (Henry Czerny), ao mostrar a sua obsessão absoluta pela grande matéria. O repórter, assim como o infame Chuck Tatum (de "Montanha dos Sete Abutres"), está à procura de seu grande furo, a matéria que o tiraria do ostracismo de trabalhar em um país de terceiro mundo. Esta matéria seria a entrevista com o padre Stephen.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Em busca de sua entrevista, Michael comete todos os deslizes de ética que estamos tão acostumados a estudar: assume identidades falsas, se envolve romanticamente com contatos para conseguir informações e por fim, forja a tão desejada matéria, quando percebe que se aproximar do padre seria uma tarefa impossível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E é aí que se encontra a originalidade da película. A entrevista forjada de Michael, que, claro, constitui um desvio claro de ética, continha tudo o que o padre falaria numa entrevista real, tal a obsessão do repórter pela fonte. Ele tinha estudado, assistido a entrevistas, analisado e ouvido falar tanto sobre o padre que acabou escrevendo tudo que o padre diria em uma entrevista real, palavra por palavra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Aqui também observamos uma clara crítica à hipocrisia da sociedade moderna. O padre se esquiva do repórter não por falta de vontade de falar, e sim porque havia sido coagido com ameaças de levar o seu caso com o professor Carlos Reis (Miguel Lunardi), um de seus assistentes na luta a público, pelos donos de terra com os quais lutava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Estes donos de terra, em um paralelo terrivelmente fiel de nossa realidade, estavam querendo que o congresso aprovasse uma falsa reforma agrária, que daria aos latifundiários poder até mesmo para matar os habitantes nativos. Era contra essa falsa lei agrária que o padre tanto lutava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Todo o trabalho que o padre havia realizado seria destruído se as tais fotos fossem publicadas, dada as convenções éticas atrasadas de hoje em dia. O padre então, quando soube da entrevista, corroborou o que Michael havia escrito, e se entregou aos capangas dos seus inimigos, para morrer como mártir, e não como mais um religioso com problemas de homossexualidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Sua morte não foi &lt;st1:personname productid="em v￣o. Gra￧as" st="on"&gt;em vão. Graças&lt;/st1:personname&gt; a sua entrevista “falsa” com o repórter, o país se mobiliza e o congresso vota em maioria contra a lei que beneficiaria os ricos donos de terra. O irônico é que o último voto é dado pelo político que estava secretamente beneficiando os latifundiários. Ele vai contra seus próprios princípios distorcidos para não ser crucificado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas o repórter não pôde gozar do seu controverso furo. Sua própria consciência cuida disso. Como ser humano, Coleman não pode agüentar a culpa de ter causado a morte de um homem que havia lutado tanto a favor dos menores. O estado psicológico de Michael entra em parafuso e no dia em que é anunciada a morte do padre e ele é internado no hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A película termina com Carlos dando entrada no hospital onde Michael havia sido internado depois que soube da morte do padre Stephen. Ele vai até o seu leito em busca de vingança e põe um fim no seu sofrimento. Isto, é importante retificar, fica subentendido no filme. Mais um detalhe que torna a película ainda mais profunda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O filme surpreende pela sua atmosfera escura, peso psicológico e crítica social, configurando-se assim como um dos melhores filmes brasileiros sobre a ética jornalística. A cena onde tudo se encaixa e termina no colapso do repórter é uma das melhores do filme. É um filme marcante para qualquer profissional da área política, jornalística ou psicológica.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-7881883153996490205?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/7881883153996490205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=7881883153996490205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/7881883153996490205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/7881883153996490205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2007/12/crtica-cinematogrfica.html' title='Crítica Cinematográfica'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/R3HnXMsiQoI/AAAAAAAAAEI/kyhArBD8Puw/s72-c/jenipapo_fruto5_guillermo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-4481093313750036833</id><published>2007-05-18T12:21:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T12:32:48.626-07:00</updated><title type='text'>Vem Kafka Comigo</title><content type='html'>Diálogo de bloquinho em sala de aula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metamorfose de Gregor Samsa constituía-se na sua morte, sua saída da vida da família à qual era preso e a qual prendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já era um inseto antes de se tornar um propriamente dito. Trabalho, pressões e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa metamorfose que preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As famílias felizes se parecem, as infelizes são infelizes às suas maneiras".&lt;br /&gt;Chico Xavier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-4481093313750036833?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/4481093313750036833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=4481093313750036833&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/4481093313750036833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/4481093313750036833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2007/05/dilogo-de-bloquinho-em-sala-de-aula.html' title='Vem Kafka Comigo'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-4056636905535004898</id><published>2007-04-21T00:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T08:51:02.315-08:00</updated><title type='text'>A Preposição.</title><content type='html'>Você nunca realmente percebe o quanto gosta das pessoas até que elas estejam em uma universidade da Virgínia quando Cho Seung-Hui decide que se ele vai morrer hoje, vai levar pelo menos uns 32 com ele.&lt;br /&gt;Gelei profundamente com a possibilidade da minha irmã ser vítima do maluco, até saber que o ocorrido se dera em outra universidade bem distante. Mas tinha que ser na Virgínia, enquanto a minha irmã está estudando lá? Deusolivre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nela, que me recomendou o filme, assisti hoje ao que veio a ser a experiência cinematográfica mais controversa dos meus últimos tempos: The Proposition, película que conta a história de uma família-gangue que assola uma pequena vila do interior da Austrália colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RiomXliONGI/AAAAAAAAAAc/0PY-gn3L8is/s1600-h/proposition_ver5.jpg"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RiomXliONGI/AAAAAAAAAAc/0PY-gn3L8is/s320/proposition_ver5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055895718331298914" border="0" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;                                           Dois homens e um destino: a cadeia&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se inicia quando Charlie Burns (Guy Pearce), o protagonista, junto com seu irmão Mikey (Richard Wilson), é capturado pelo xerife local, Sr. Stanley (Ray Winstone). O mezenga então faz a Charlie uma PROPOSTA, como tinha que ser: ele trazia a cabeça de seu irmão fodão e descomunal, Arthur Burns (Danny Huston), que é o líder da gangue, e em troca ele não enforcaria o caçula Mikey no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus cristo, como estava pretendendo (e também entrar para a lista de atitudes mais cristãs durante o Natal). Charlie então, como gostava muito do seu irmãozinho, mas nem tanto do seu irmãozão, concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem principal, Charlie, não é o cara mais tocante do mundo. Quer dizer, ele não faz nada de errado, mas outros personagens muito mais carismáticos vivem roubando a cena. O xerife Stanley, que depois se mostra nem tão ruim assim, o grandão Arthur, cuja sabedoria para a pilantragem se equivale a seu tamanho, o coitado do Mikey, com a corda no pescoço, mais assustado que cachorro depois de apanhar (TM Set), o bêbado-caçador-de-recompensa-também-sou-o-vilão-de-v-de-vingança Jellon Lamb (John Hurt), e etc. com tantos personagens bacanas, o Charlie fica meio desfocado, perdido em seu conflito interno sem interagir direito com ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RioltViONFI/AAAAAAAAAAU/sY7oOE8Pang/s1600-h/propositionSPLASH.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RioltViONFI/AAAAAAAAAAU/sY7oOE8Pang/s320/propositionSPLASH.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055894992481825874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;                                &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dessa vez eu fico vivo e o Faramir morre. NOT! :/&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores cenas do filme é quando o inspetor Faramir, quer dizer,  Eden-sou-o-narrador-do-300-e-nunca-morri (David Wenham) executa a ordem de 100 chicotadas em praça pública do irmão mais novo Mikey, o que é suficiente pra matar qualquer um (menos o Denzel Washington em Glória, por incrível que pareça), só para acalmar os ânimos da população que clamava pelo sangue da gangue. É que recentemente os três paraenses haviam pilhado, estrompado(sic) e matado uma mulher grávida das redondezas. Daí a proposta do xerife ao insosso protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é legal no filme é a metáfora que eles fazem com a gangue dos irmãos. Eles são constantemente comparados com cachorros, principalmente o grandão Arthur. Os aborígenes da região, que viviam pegando uma surra de pau mole dos paraenses, alegam que o líder da gangue se transformou em um cão de fato. Além deles não estarem nem aí pra higiene, como demonstram as cabeleiras metafóricas dos três, e viverem em bando, você percebe que o Arthur é o Alpha Dog, e que isso irrita o Charlie. Até a figura dos dois irmão sentados  no penhasco ao pôr-do-sol lembram dois vira-latas pulguentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RionxliONHI/AAAAAAAAAAk/drxSdXd1OQc/s1600-h/2006_the_proposition_004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RionxliONHI/AAAAAAAAAAk/drxSdXd1OQc/s320/2006_the_proposition_004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055897264519525490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote&gt;                                                     &lt;span style="font-style: italic;"&gt;   Who let the dogs out?&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho não chega a ser surpreendente, mas é bem realista e empolgante. Você sente o maior shadenfróide (palavra alemã que designa o prazer que se sente ao ver um desafeto  levando a pior) ao ver a mulher pudica e alienada do xerife gelar na mão de um dos bandidos/cachorros. Pena que o maldito Inspetor Eden, personagem mais irritante da película, sai ileso do filme. Maldito Faramir, nunca morre em nenhum filme. Vá ser cagado assim lá nas Termópilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/Rioo61iONII/AAAAAAAAAAs/km-fx3ln8Q4/s1600-h/cyrano_wideweb__430x275.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/Rioo61iONII/AAAAAAAAAAs/km-fx3ln8Q4/s400/cyrano_wideweb__430x275.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055898522944943234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;                                            Não foi dessa, vez, putos. HAHAHAHA!&lt;br /&gt;                (sim, o Faramir já interpretou o Cyrano de Begerac. bizarro né? :)&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Mel, tome cuidado e lembre-se, fique longe dos estudantes universitários com counter-strike instalados no computador aí. =]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-4056636905535004898?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/4056636905535004898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=4056636905535004898&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/4056636905535004898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/4056636905535004898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2007/04/preposio.html' title='A Preposição.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XdUwxRSFrzs/RiomXliONGI/AAAAAAAAAAc/0PY-gn3L8is/s72-c/proposition_ver5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-2854994926401344210</id><published>2007-03-27T19:34:00.000-07:00</published><updated>2007-03-27T20:26:45.663-07:00</updated><title type='text'>Síndrome de Holden Caulfield</title><content type='html'>Na sequência de um péssimo começo de semana, sócio-economicamente falando, cheguei hoje cedo na UFAM para estudar a única matéria que em anos, me fez gostar de estudar, pra receber a boa notícia: reprovação por frequência. Podem atirar as pedras, pois vocês não são vagabundos que nem eu e a maria madalena, e frequentam as aulas e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de motivação para com a faculdade (e por extensão, à vida), somada à dificuldade de locomoção para o local de estudo resultaram numa série de reprovações, mas foi a última reprovação relâmpago, da matéria de teoria do cinema, a carreira que quero seguir, que me fez refletir sobre o meu atual estado de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita música e viagens de ônibus depois, cheguei a conclusão de que minha vida tornou-se uma viagem no campo de centeio. No livro de J. D. Salinger, conhecido por matar presidentes e pessoas importantes, o anta/protagonista (ou seria protagonista anta?) do livro é um garoto que perdeu todo o interesse pela aula, e sofre de uma apatia terrível para com o resto de toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim me encontro. Não levem a mal, pessoas legais que eu conheço, é que eu não vejo as pessoas como as via antes. Elas não tem mais mistério, nem profundidade. Não me surpreendem mais, na grande maioria das vezes. É como se todo dia eu acordasse meio totalitário. Todas as pessoas são phonies, como diria Holden, todas falsamente modestas e educadas. Caufield no seu livro, tem sua categoria que foge disso, as crianças, por serem puras. Mas não sou pedófilo como ele portanto nem elas escapam pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você diria: Mentira, Marcus, você fala comigo todo dia, faz piadas, etc e tal. É, Holden também conversava muito com seu colega de classe troglodita, o Stradlater. É divertido ver como as pessoas são idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me acho velho pra minha idade, tanto fisicamente quanto mentalmente. Não gosto mais do que gostava antes, aliás, não gosto de quase nada. A apatia chega a ser mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei o que a minha amiga rachel diria: vá a um psicólogo, antes que vc atire no Lula na próxima reunião do conselho de administração da Suframa, mas eu digo que só iria conversar besteira com ele e pensar o quanto ele é idota (o psicólogo, não o Lula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, assumi o pior aspecto de Holden: ele reprova em todas as matérias. Mas ele está longe de ser burro. Na verdade, sabe, assim como eu, que é inteligente. Sabe que se se esforçasse, seria um dos melhores da turma. Sabe que poderia ser alguém genial. Mas tudo isso pra quê? Pra viver num mundo de idiotas, decepções e desencontros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o Apanhador no Campo de Centeio enquanto estudava na Fundação, no longínguo ensino médio, por intermédio na minha irmã. Ela o havia alugado na biblioteca do campus, e me passou, depois de ler. Sou agradecido até hoje. O livro estava em inglês, por isso aprendi muitas palavras e gírias novas (toda vez que sou reprovado penso a mesma coisa: Flunked again, huh, Marcus...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, nunca imaginei que me tornaria o personagem de 16 anos do livro, aos 20. Fiquei chocado e abismado com algo que acabei fazendo depois, naturalmente.  Na época, ainda era otimista, apesar das decepções que já iam acontecendo desde cedo. A maioria comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu invejo a minha irmã. Ela soube agarrar todas as oportunidades, e isso a levou muito longe (muito longe mesmo, lá onde o vento faz a curva), apesar de não ter uma vida colorida. Ela, que não tinha lá essas pretensões, vai fazer mais coisas que eu jamais imaginei, garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia é que no dia que eu flunkei a matéria que tanto gostava, ou melhor, hoje, assisti uma palestra sobre nouvelle vague, ministrada por uma charmosa francesa, que incrivelmente não paga pau pra seu próprio país. E nela, descreveu como a teoria cinematográfica mais influente do país dos intelectuais de esquina realmente é: uma amostra do nada, sem objetivo algum. Assim como a história de Holden. Assim como este pedaço da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rachel, tenho uma idéia prum novo filme, que provavelmente não filmaremos, por falta de iniciativa minha: uma releitura da vida de holden, com as consequências de ele falar tudo o que pensa em voz alta. Seria no mínimo interessante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-2854994926401344210?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/2854994926401344210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=2854994926401344210&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/2854994926401344210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/2854994926401344210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2007/03/sndrome-de-holden-caulfield.html' title='Síndrome de Holden Caulfield'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-598222958319162879.post-3758159134844973476</id><published>2007-03-21T21:09:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T21:37:01.844-07:00</updated><title type='text'>I have become comfortably numb</title><content type='html'>Certa vez, me apaixonei perdidamente por uma garota dotada de um grande senso do ridículo. Como todo admirador secreto, me adaptei ao tipo dela, para que um dia ela notasse em mim o que procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca funcionou, mas aprendi mais com ela do que com a garota que fiquei naquela festa de despedida do ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*                                         *                                                           *                                                *                                                             *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog parte do desejo egoísta de me expressar publicamente. Não há temática, nem sempre é sobre a minha vida e definitivamente não é auto-promotivo. É aquela vontade inconsciente de jogar no ar suas idéias, sem medo de ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Savy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/598222958319162879-3758159134844973476?l=jacktwo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jacktwo.blogspot.com/feeds/3758159134844973476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=598222958319162879&amp;postID=3758159134844973476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/3758159134844973476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/598222958319162879/posts/default/3758159134844973476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jacktwo.blogspot.com/2007/03/i-have-become-comfortably-numb.html' title='I have become comfortably numb'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09367743497989169554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://www.freewebs.com/metalgear_fox/big%20boss%20salute.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
